sábado, 3 de janeiro de 2009

Esta estranha em mim

Maria de Lourdes Dutra Ribeiro
Quem é esta que convive comigo todo dia?
Porque se apresenta assim, tão estranha?
E quem te deu permissão para acompanhar-me?
A jornada é longa, eu sei, mas te tornaste uma completa estranha ao longo do caminho...
E, portanto, não tens o direito de seguir-me.
Cadê aquela que dividia sonhos,
Promessas, dores, amores?!
Onde estás? Te perdeste na curva do caminho...
Esta velha e desfigurada fisionomia
Não é minha!
Estes olhos a me fitar tristemente
Não são meus!
Tenho a alma de uma adolescente
O coração de uma menina!!!
Mas este corpo...
Ah!!! Este corpo!!!
Não o reconheço
Será que me esqueci de crescer
De amadurecer?!
De envelhecer?!
Por que não acompanho os passos trôpegos
Deste corpo em mim?
Por que razão continuo dançando, cantando, rindo,
Correndo?! ... Não sei!!!
Só sei que minha alma avança saltitante pela vida,
Meu coração juvenil palpita sofregamente
Em busca de aventuras mil ...
De amores ...
De descobertas tantas!!
Por que não paraste para me acompanhar??
Por que seguistes em frente teimosamente envelhecendo
Embora te peças diariamente que se esqueças de envelhecer?!!
Não sei!!...
Devia haver uma lei proibindo o corpo de transforma-se,
De entregar-se ao destino.
Quem sabe alguém cria uma nova fórmula?!?
Tomara!!!

2 comentários:

Unknown disse...

oiiii, concordo contigo.

Anônimo disse...

Pow professora.!Adorei esse.!muito trii.!meus parabéns!!!bju